quarta-feira, 10 de março de 2010

Associações nacionais



Além do Comitê Paraolímpico Brasileiro, o esporte paraolímpico nacional é organizado por seis associações, que representam seus atletas baseadas em suas deficiências e não em um esporte específico.- Associação Brasileira de Desporte para Cegos (ABDC)- Confederação de Desporto de Surdos (CBDS)- Associação Brasileira de Desporto para Amputados (ABDA)- Associação Brasileira de Desporto em Cadeira de Rodas (ABRADECAR)- Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE)- Associação Brasileira de Desporto para Deficientes Mentais (ABDEM).
JOGOS PARAOLÍMPICOS DE SEUL
Em 1988, os brasileiros disputaram os Jogos de Seul, batendo todos os recordes ao conquistar 27 medalhas, sendo quatro de ouro, 10 de prata e 13 de bronze. Destaque para Luís Claudio Pereira que conquistou três medalhas de ouro nas provas de arremesso de disco, dardo e peso, além de estabelecer três recordes mundiais. O Brasil terminou os Jogos em 25º lugar.Os anos foram passando e o número de atletas com necessidades especiais não parava de crescer. Para organizar, classificar e promover eventos, novas entidades foram criadas. Em 1990 surgiu a Associação Brasileira de Desporto para Amputados (ABDA).
JOGOS PARAOLÍMPICOS DE BARCELONA
Em 92, disputamos os Jogos Paraolímpicos de Barcelona. Não fomos tão bem quanto em Seul, mas terminamos em 30º lugar, entre 82 participantes. Esses Jogos, porém, revelaram ao Brasil e ao mundo a velocista Ádria Santos, que conquistou a sua primeira medalha de ouro.Em 1995 foi criada a Associação Brasileira de Desporto para Deficientes Mentais (ABDEM) e, nesse mesmo ano, as cinco entidades paradesportivas brasileiras (ANDE, ABDC, ABRADECAR, ABDA e ABDEM)unem-se e criam o Comitê Paraolímpicos Brasileiro (CBP), órgão que, desde então, é o grande responsável pela organização de eventos no Brasil além de enviar equipes para disputar eventos organizados pelo Comitê Olímpico Internacional.

Primeira modalidade praticada no Brasil



O basquete em cadeira de rodas foi o primeiro esporte paraolímpico disputado por aqui. Com o passar do tempo, porém, outras modalidades paraolímpicas começaram a ser praticadas, surgindo a necessidade da criação de uma entidade que passasse a organizar o esporte paraolímpico. Foi assim que, em 1975, foi fundada a Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE). Antes mesmo da criação da ANDE, atletas brasileiros disputaram pela primeira vez os Jogos Paraolímpicos. A estréia aconteceu nos Jogos de Heidelberg, em 1972, porém, sem grandes resultados.No ano seguinte à fundação da ANDE, 1976, os brasileiros já viajaram de maneira mais organizada rumo ao Canadá, onde disputaram os Jogos de Toronto e conquistaram as primeiras medalhas. Robson Sampaio de Almeida e Luís Carlos Curtinho conquistaram a prata na bocha, colocando o Brasil na 31ª colocação geral no quadro de medalhas.Em 1980, os atletas brasileiros disputaram os Jogos Paraolímpicos de Arnhem, na Holanda. Fomos representados apenas pela seleção masculina de basquete e um nadador, e acabamos voltando sem medalhas.O número de atletas com deficiência cresceu vertiginosamente na década de 80, exigindo a criação de novas entidades para melhor organizá-lo. Dessa maneira, em 1984 foi fundada a Associação Brasielria de Desporto para cegos (ABDC) e a Associação Brasileira de Desporto em Cadeira de Rodas (ABRADECAR). Nesse mesmo ano os atletas brasileiros disputaram os Jogos de Nova Iorque, no qual conquistaram seis medalhas. A corredora deficiente visual, Márcia Malsar, conquistou a medalha de ouro nos 200 m rasos. Os Jogos de 84 foram realizados em duas sedes. Em Nova Iorque foram disputadas as provas para deficientes visuais, amputados e paralisados cerebrais. Já em Stoke Mandeville, na Inglaterra, foram disputadas as provas para cadeirantes. O Brasil também obteve uma boa colocação e conquistou 21 medalhas.

domingo, 7 de março de 2010

Descrição e histórico dos esportes paraolímpicos

Participam atletas com deficiência física e visual, em provas masculinas e femininas. As provas têm especificidades de acordo com a deficiência dos competidores e se dividem em corridas, saltos, lançamentos e arremessos. Nas provas de pista (corridas), dependendo do grau de deficiência visual do atleta, ele pode ser acompanhado por um atleta-guia, que corre junto ao atleta ligado por uma cordinha. Ele tem a função de direcionar o atleta na pista, mas não devem puxá-lo, sob pena de desclassificação. As competições seguem as regras da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), com algumas modificações como o uso de próteses, cadeira de rodas ou a possibilidade do atleta ser acompanhado por um guia, no entanto sem oferecer vantagem em relação aos seus adversários.
No Brasil, a modalidade é organizada pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro através da Coordenação de Atletismo, atualmente ocupada pelo Prof. Ciro Winkler.

Histórico:
Desde os Jogos de Roma, em 1960, o atletismo faz parte do programa paraolímpico oficial. Por ser normalmente disputado nos principais estádios dos Jogos Paraolímpicos, o esporte é um dos que mais atrai público. As primeiras medalhas do Brasil em Paraolimpíadas da modalidade vieram em 1984, tanto em Nova Iorque quanto em Stoke Mandeville, Inglaterra. Nos Estados Unidos foram conquistadas seis medalhas: uma de ouro, três de pratas e duas de bronze. Na cidade inglesa, o Brasil obteve cinco medalhas de ouro, nove de prata e uma de bronze. Em Seul (1988), mais três de ouro, oito de prata e quatro de bronze. Na Paraolimpíada de Barcelona, em 1992, os competidores trouxeram três medalhas de ouro e uma de bronze. Em Atlanta (1996), o Brasil obteve cinco medalhas de prata e seis de bronze. Em Sydney (2000) foram quatro de ouro, quatro de prata e uma de bronze. A campanha do atletismo brasileiro, no entanto, foi coroada a partir dos jogos de Atenas, em 2004: foram 16 medalhas no total, sendo cinco de ouro. Nos Jogos Parapan-Americanos do Rio de Janeiro (2007) o Brasil terminou em primeiro lugar geral, com com 25 medalhas de ouro, 27 de prata e 21 de bronze, totalizando 73 medalhas na modalidade.
Fonte - www.esporte.hsw.uol.com.br/esportesparaolimpicos